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Criado primeiro teste rápido de gravidez para mulheres com deficiência visual no Reino Unido

Criado um teste de gravidez para mulheres com deficiência visual. O protótipo permite que mulheres com perda de visão conheçam o resultado em particular. No Reino Unido foi criado um teste de gravidez para mulheres com deficiência visual, informou o Instituto Nacional Real de Pessoas Cegas (RNIB, na sigla em inglês) que lançou um protótipo de teste de gravidez que permitirá às mulheres com perda de visão fazerem o teste e saberem o resultado em particular. Todos os testes de gravidez atualmente no mercado dão um resultado visual, seja com uma mudança de cor ou palavras em uma tela. Isso significa que pessoas cegas e ou com baixa visão não têm privacidade se pensarem que podem estar grávidas. A empresa The & Partnership London trabalha há dois anos na fabricação do produto, que traz grandes botões táteis que se levantam quando o resultado é positivo. Ele usa a mesma tecnologia de outros testes de gravidez, mas altera a mostra do resultado de uma tela digital para um botão mecânico. Como os testes de gravidez se baseiam em um símbolo visual, as mulheres com perda de visão não têm direito à privacidade quando fazem um, porque devem contar com outra pessoa para ler o resultado. Com o protótipo, a instituição visa aumentar a conscientização sobre a necessidade de um design mais acessível em muitas áreas da vida. Os anúncios ilustram as implicações na vida real dos testes com design acessível com manchetes dizendo: “Patti está fazendo sexo de novo” e “A menstruação de Sam está atrasada”, e serão veiculados em mídias sociais, rádios e outdoors nas saídas das estações de trem e metrô de Londres, Inglaterra.  A ONG e o The & Partnership também estão disponibilizando gratuitamente a pesquisa e o processo por trás do protótipo em DesignForEveryone.org, para incentivar outros designers a colocar a acessibilidade em primeiro lugar. Martin Wingfield, chefe de marca e marketing da ONG Instituto Nacional Real de Pessoas Cegas, disse ao site Campaig: “O problema não se limita apenas aos testes de gravidez, já ouvimos histórias incríveis de pessoas com perda de visão por não conseguirem acessar suas próprias informações médicas. Da embalagem do produto às informações financeiras, todos têm direito à privacidade e dignidade ”. Yan Elliott, diretor executivo de criação da The & Partnership, acrescentou: “Este protótipo prova que é absolutamente possível fazer a diferença na vida das pessoas, apenas olhando novamente para os produtos que usamos. Design acessível não é algo que está longe no futuro, é para aqui e agora e queríamos que designers iniciantes fossem capazes de pensar de forma acessível no futuro, compartilhando-os. ” O designer independente Josh Wasserman criou o novo teste após uma pesquisa com mulheres cegas ou com visão parcial e foi concebido como parte da campanha “design para todos”. “É importante que todos entendam como o design pode ser usado para conscientizar a população sobre uma questão

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4 de janeiro é o Dia Mundial do Braille

  Hoje, dia 4 de janeiro, é comemorado o Dia Mundial do Braille, data de nascimento de Louis Braille. Ele nasceu em Coupvray, uma pequena aldeia a leste de Paris, em 4 de janeiro de 1809 e ficou cego aos três anos de idade após se acidentar na oficina do pai. Ao tentar perfurar um pedaço de couro com uma sovela, aproximou-a do rosto e acabou ferindo seu olho esquerdo. A infecção se expandiu e atingiu o outro olho, deixando-o completamente cego. Para desenvolver um sistema de leitura e escrita para pessoas cegas, ele usou como base o sistema de Barbier, utilizado para a comunicação noturna entre os soldados do exército francês. Foi no ano de 1825 que o sistema de escrita e leitura revolucionou a vida das pessoas cegas e com baixa visão. Composto por seis pontos que, combinados entre si, permitem a representação do alfabeto, números e simbologias, a técnica desenvolvida por Louis Braille atravessou gerações e foi pioneira ao permitir mais autonomia e independência das pessoas com deficiência visual. Hoje, mesmo quase 200 anos após a sua criação, o braille continua sendo o único método de alfabetização para crianças nascidas cegas. É claro que nesse tempo a tecnologia avançou e permitiu a criação de diversos recursos de acessibilidade, ampliando o horizonte das pessoas com deficiência, mas nenhum deles – seja a audiodescrição, ou softwares que permitem a leitura de e-mails, por exemplo –, substitui esse sistema. Como dizia D. Dorina de Gouvea Nowill: “Na escada da vida, os degraus são feitos de livros”. E a gente precisa do braille para lê-los. Viva o Dia Mundial do Braille!

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Todas as pessoas com deficiência precisam conhecer a Lei Brasileira de Inclusão

2020 está terminando e, no início do próximo ano, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) completa 5 anos de vigência. Marco legal no ordenamento jurídico brasileiro que teve como base a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pelo Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Muito já foi feito desde então, mas ainda persistem muitos desafios. O mais notável de todos, talvez, seja a transição do modelo de avaliação da deficiência, ainda baseado em diagnósticos de doenças, agravos e sequelas, para o modelo biopsicossocial. Não se trata de uma mera mudança de formulários. A proposta de um sistema único de avaliação da deficiência envolve uma rede de avaliação, valoração e certificação da deficiência, de abrangência nacional. Envolve a capacitação dos profissionais dessa rede e o trabalho incansável de especialistas que precisam definir como essa avaliação interage com o acesso às políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência. Caminhando lado a lado com esse desafio, surge o Cadastro-Inclusão que deverá ter interoperabilidade com as outras bases de dados federais para permitir dados mais precisos sobre a população com deficiência, além de um sistema de tecnologia da informação unificado e vinculado à avaliação biopsicossocial. Embora essas possam ser consideradas as maiores expectativas para 2021, podemos olhar para trás e listar avanços em direitos que ainda precisam ser apropriados pelas pessoas com deficiência. Muitos desconhecem o que foi feito nesses 5 anos de vigência da LBI. Direitos adquiridos que merecem destaque com o objetivo de torná-los mais difundidos e acessados pela população com deficiência. Acesso a edificações – O projeto e a construção de edificações multifamiliares, como prédios de apartamentos, devem seguir o Decreto nº 9.451, de 2018, que regulamentou o art. 58 da LBI. Em regra geral, toda a área comum dos empreendimentos deve ser acessível e todos os apartamentos devem ser adaptáveis, ou seja, devem permitir sua adaptação para se tornarem completamente acessíveis às necessidades das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida que os adquirirem. O que precisa ser divulgado é que quem compra um apartamento na planta pode solicitar diversas adaptações de acessibilidade sem custo algum até o início da obra. E o morador com deficiência com comprometimento de mobilidade e que tenha vaga vinculada à sua unidade pode solicitar a troca de sua vaga por uma vaga acessível. Os hotéis, as pousadas e similares também tiveram de se adaptar. Todas as áreas de acesso aos hóspedes, incluídos estacionamento, recepção, lan house, restaurantes, áreas de lazer, salas de ginástica, salas de convenções, spa, piscinas, saunas, salões de cabelereiro, lojas e demais espaços destinados à locação localizados no complexo hoteleiro, devem observar as normas de acessibilidade aplicáveis. Já os quartos precisam seguir o percentual definido no Decreto nº 9.296, de 2018, de acordo com a data de sua construção. Além disso, recursos de acessibilidade e tecnologia assistiva podem ser solicitados

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DIA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL

O Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual  é comemorado em 13 de dezembro por causa do dia de Santa Luzia, a santa católica protetora dos olhos. Antes chamado de Dia do Cego, a data mudou de nome porque, com a disseminação de conhecimento, as pessoas perceberam que a deficiência visual não se trata apenas de cegueira mas também de baixa visão. O objetivo da data é conscientizar a população contra o preconceito e discriminação, incentivando o espírito de solidariedade humana.

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Os voluntários da Fundação Dorina participam da homenagem da Band ao Dia Internacional do Voluntário

Hoje, Dia Internacional do Voluntário, o Jornal da Band levou ao ar uma matéria com a responsável pelo voluntariado da Fundação Dorina, Graça Martins de Oliveira, e a voluntária Vera Brandão. A matéria com mais de cinco minutos de duração abordou o voluntariado como sendo uma ação contínua, não aleatória,  além da inestimável contribuição da Dra. Zilda Arns fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, falecida em 2010. Assistam o video do Jornal da Band clicando AQUI

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Empresário com baixa visão cria agência de viagens para pessoas com deficiência

Praia, cidade, serra ou campo. Quem é que não quer ter o direito de “ir e vir” garantido e ser atendido em suas necessidades independentemente de onde esteja? Foi pensando nisso que o empresário Arthur Minitti, que é de São Paulo, mas mora em Curitiba, criou a Viagem Acessível, uma agência de viagens específica para pessoas com algum tipo de deficiência física ou intelectual, e tem ajudado a construir boas memórias. A ideia surgiu quase três anos atrás, depois de sua própria experiência tendo deficiência visual, mas mantendo uma rotina de viagens. “Eu sempre viajei muito, tanto com a minha família quanto a trabalho e as pessoas tinham curiosidade em saber como eu fazia para comprar as passagens, reservar hotel e tudo mais. Aí eu percebi que existia uma carência no mercado de turismo voltado a esse público”, diz. Arthur conta que o trabalho da agência é personalizar a viagem e adequar as opções. “Dentro do que a pessoa fala que está buscando e até das viagens que já fez, a gente traça um perfil e vai atrás de tudo que seja adequado para ela”, explica. O pacote inclui passeios, hospedagem, restaurantes e outras experiências que sejam acessíveis para aquele visitante. “A gente entra em contato antes com vários hotéis e pergunta, por exemplo, se há quartos para cadeirantes, como é a estrutura desde a recepção, se tem escadas e rampas, elevadores, indicações, enfim… sempre priorizando locais que permitam a autonomia do viajante”, ressalta. Agentes da empresa também visitam locais com frequência para conhecer os espaços antes de mandar os visitantes. Experiência própria Era atrás de uma comemoração em família pelo aniversário de 18 anos do filho que a servidora pública, Luciana Lopes Diaz Benjó, estava quando descobriu a agência de Arthur. “O Rafael é deficiente visual e eu achei muito interessante a proposta de serviço especializado”, comenta. O destino escolhido por eles foi Blumenau e seus arredores, em Santa Catarina. “Uma coisa que eu nem tinha pensando, mas fomos a todos os museus que você possa imaginar. Algo que nós adoramos e que não era a nossa proposta inicial”, expõe. Luciana cita, ainda, como principal lembrança o Museu da Família Imperial, que tem livros em Braile apresentando o ponto turístico. “Meu filho teve oportunidade de conhecer, no livro, todo o passeio que ele iria fazer e depois passar por cada ambiente fisicamente. Foi uma experiência ímpar”, avalia. História de vida Arthur já nasceu com certa limitação visual, mas foi na fase adulta que a situação se agravou. “Eu tive retinose pigmentar, fui fazer um tratamento à base de laser que acabou não dando certo e aí só foi piorando”, lembra. Formado na área de TI, acabou tendo que deixar a profissão precocemente por não conseguir mais lidar com as telas e monitores. Tempo depois – e com apenas percepções de luz e de ambiente – começou uma reaproximação com a

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Chegou ao Brasil o 1º app gratuito para crianças surdas

Chegou ao Brasil o 1º app gratuito para crianças surdas A empresa de tecnologia Huawei lançou na semana passada a versão em português gratuita do aplicativo StorySign, destinada a ajudar crianças surdas com a leitura e a alfabetização. O aplicativo StorySign utiliza o celular para auxiliar a criança durante a leitura, tanto em Língua Brasileira de Sinais (Libras) quanto em Língua Portuguesa. Por enquanto apenas duas obras infantis nacionais foram disponibilizadas: Gildo, de Silvana Rando, e A Festa Encrencada, de Sônia Junqueira. Exemplares físicos dessas obras também serão doadas pela Huawei a entidades selecionadas pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis). Por meio de um sistema de sensores acoplados ao corpo, um tradutor de Libras interage com as câmeras e, aos poucos, vai dando vida ao aplicativo e à personagem virtual, Star. O aplicativo StorySign é gratuito e funciona em smartphones e tablets, com suporte a iOS e Android. Está disponível na Huawei AppGallery, App Store ou Google Play Store. Assista ao video postado pelo jornal O Estado de São Paulo sobre o assunto pelo link https: //youtu.be/X7yyPRO6q9I

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Fundação Dorina, Google e Claro doam Smartphones para pessoas cegas

Parceria visa derrubar barreiras de comunicação e ampliar acessibilidade digital para pessoas com deficiência visual atendidas pela instituição A Fundação Dorina Nowill para Cegos, em parceria com o Google e a Claro, inicia nesta segunda-feira (9/11) a distribuição de 1500 smartphones Moto G9 Play para pessoas com deficiência visual atendidas pela instituição. O projeto tem o objetivo de eliminar barreiras de comunicação e informação, e promover de forma equânime o acesso ao universo digital, essencial para nossos dias. “Nossos produtos e serviços precisam levar em consideração a diversidade e representatividade dos nossos usuários. Esperamos que a parceria com a Fundação Dorina ajude no desenvolvimento das atividades do público atendido pela instituição, contribuindo assim, para aumentar a autonomia nas atividades do dia a dia e nos processos de ensino, aprendizagem, qualificação profissional e entretenimento”, afirma Fabio Coelho, presidente do Google Brasil. Os aparelhos contam com recursos especiais de acessibilidade e 2 anos de pacote de dados da Claro para que usuários cegos ou com baixa visão tenham autonomia para estudar, se divertir, realizar atendimentos a distância durante a pandemia de Covid-19 ou usar seus app favoritos. Junto com os celulares, as pessoas também recebem um guia digital explicando todas as funcionalidades do aparelho e seus recursos de acessibilidade. Autonomia Para Michael Miranda do Nascimento, que ficou cego há nove anos em decorrência de um descolamento da retina, o uso do smartphone é essencial no dia a dia. “Muita gente nem sabe que pessoas cegas podem usar smartphones, mas eles nos dão muita autonomia. Graças a recursos como o Talk Back, que lê todas as informações da tela, eu consigo fazer minhas pesquisas, enviar e receber mensagens, usar as redes sociais e realizar meus atendimentos online na Fundação Dorina ”, diz. Já a enfermeira aposentada Cleide Veiga Alves pretende usar o smartphone novo principalmente para ler seus e-books. “A acessibilidade digital para pessoas com deficiência visual é muito importante, pois nós somos capazes e devemos ser incluídos em tudo! Eu adoro ler, e vou contar com a ajuda das minhas filhas pra aprender a usar todas as funções desse presentão de Natal antecipado!”, conta ela. (post originalmente publicado no Blog da Fundação Dorina Nowill para Cegos)

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Máscaras transparentes geram renda para costureiras e promovem acessibilidade

Um grupo de costureiras de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, está em plena atividade na pandemia de covid-19. O trabalho na crise provocada pelo coronavírus é centralizado na produção de 100 mil máscaras com uma característica importante e específica. Os modelos em algodão têm na região da boca uma lâmina transparente, o que permite ver durante a fala movimentos do rosto, expressões e até sorrisos. É uma dinâmica fundamental para pessoas com deficiência auditiva que fazem leitura labial. Com o uso obrigatório das máscaras de proteção em todo o País, a leitura dos lábios, única maneira para muitos surdos entenderem o que outras pessoas estão falando, se tornou impossível, especialmente nos telejornais, com repórteres de rosto coberto do nariz ao queixo. Desde o começo da pandemia, surgiram em vários países ideias para confecção de itens transparentes que mantêm pessoas com deficiência auditiva na conversa. Essa foi a inspiração de um estudante de mestrado em gestão da inovação da Universidade Federal do ABC. O aluno trabalha na Volkswagen Financial Services, empresa de governança da Fundação Grupo Volkswagen, e apresentou à instituição a ideia de um protótipo. A Fundação Grupo Volkswagen, que tem várias iniciativas, inclusive ações para pessoas com deficiência, coordena o projeto ‘Costurando o Futuro’, voltado à empregabilidade e ao empreendedorismo em comunidades com a formação profissional em costura. As famílias vendem bolsas, mochilas e outros acessórios feitos de tecidos automotivos doados pelo Grupo VW e fornecedores, produzidos com a técnica do upcycling. O primeiro protótipo da máscara transparente, testado por pessoas com deficiência, tinha um problema: o visor embaçava. Com essa dificuldade em mãos, a Fundação procurou a BASF, que incluiu no projeto um de seus parceiros, a Parnaplast, e criou um filme plástico antiembaçante. VW e BASF doaram matéria-prima para a produção das mais de 100 mil máscaras e as famílias de São Bernardo do Campo estão à frente de suas máquinas de costura para entregar as primeiras encomendas, feitas pela própria BASF e por associações de pessoas com deficiência auditiva. São 100 pessoas trabalhando na confecção. As máscaras são vendidas a preço de custo e toda a renda fica com as famílias. As costureiras já haviam produzido 120 mil modelos tradicionais de algodão, encomendados por empresas do Grupo Volkswagen, concessionários e fornecedores. Quem tiver interesse em comprar as máscaras pode entrar em contato com a Fundação Grupo Volkswagen. Matéria publicada originalmente pelo blog Vencer Limites https://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/mascaras-transparentes-geram-renda-para-costureiras-e-promovem-acessibilidade/ de Luiz Alexandre Souza Ventura

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Descrição da imagem: foto do Cristo Redentor iluminado na cor verde.
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Cristo Redentor fica verde em homenagem ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

Nesta segunda-feira, 21, às 20h30, a estátua do Cristo Redentor, localizada no topo do morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, recebeu iluminação verde para marcar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data foi instituída oficialmente em 14 de julho de 2005 pela Lei 11.133, mas já era lembrada desde 1982 por iniciativa de movimentos sociais. Seu objetivo é integrar o deficiente, seja ele auditivo, físico, visual e/ou mental, à sociedade, de forma igualitária e sem preconceitos.  Mesmo sem obter a integração ideal pretendida, é certo que alguns avanços foram experimentados nestes quinze anos. O Estatuto da Pessoa com Deficiência, lei 13.146 de julho de 2015, passou a criminalizar  práticas cometidas como, por exemplo, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência, abandonar em hospitais, clínicas de saúde, laboratórios ou se apropriar de seus rendimentos, bens ou patrimônio. 

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Fundação Dorina Nowill é destaque na TV Globo

A retomada de parte dos atendimentos presenciais nas áreas médicas e de serviços da Fundação Dorina Nowill para Cegos foi pauta do telejornal da Rede Globo Bom Dia São Paulo no Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência e nossa biblioteca foi destaque! Na matéria, a repórter Natália Ariede entrevistou Cibele de Lima, que contou sua experiência com o atendimento on line da Fundação Dorina Nowill e das estratégias que aprendeu nesse período. A gerente de serviços da Dorina, Kelly Magalhães, falou sobre a retomada dos serviços presenciais e das dificuldades enfrentadas pelo atendimento à distância. Em seguida a repórter Ananda Apple falou sobre a biblioteca, com destaque para o aumento do número de downloads gratuitos dos 3.643 títulos disponíveis,  e conversou com o advogado da Fundação Marcelo Panico , acompanhado de Rudi , seu cão guia. A reportagem completa está disponível no Globo Play.  

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Almofadas em braille

A Costura do Imaginário e o Lar das Cegas da Associação de Cegos Louis Braille criaram juntas uma coleção de almofadas em braille com o desejo de transformar, inspirar e espalhar afeto, numa colaboração entre Cintia Caroline, Claudia Cleto, Eunice, Maria, Maria Cristina, Maria Martins, Nívia e Silvia Gherardi. Almofada Afeto com texto em braille no verso Um primeiro lote de 550 botões de cerâmica foi utilizado na confecção de capas de almofadas, camisetas,  bolsas, moletons e estandartes, gerando renda e oportunidade de trabalho para as mulheres com deficiência visual do Lar das Cegas. A marca utiliza várias formas dentro do design, para transformá-lo em produtos repletos de afeto, sempre com a base principal de serem acessíveis para aqueles que enxergam além do olhar. Todos os produtos possuem uma estampa em braille e parte das vendas é destinada a projetos que permitam o empoderamento e autonomia de pessoas com deficiência visual.  

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Mais um passo em direção a autonomia

Professora ajuda amigo deficiente visual a dar mais um passo em direção a autonomia. Tudo começou quando a Dra. Pnina Ari Gura, professora de engenharia mecânica e aeroespacial da Western Michigan University (WMU), colocando-se no lugar de um amigo deficiente visual, acabou por engajar seus alunos na busca de um novo equipamento que ofertasse autonomia e segurança, substituindo a bengala. A professora conta que ao acompanhar seu amigo, legalmente cego, observou que ele tinha dificuldade “em dobrar e navegar” com a bengala branca e resolveu ajudá-lo. Assim, após garantir financiamento ao projeto junto a WMU, a Dra. Phina se uniu a um ex-aluno, Justin Rittenhouse, e juntos criaram um colete que alerta o deficiente visual quando há um objeto próximo. O colete enviará um sinal ao celular, que informará a quantos metros de distância se encontra o objeto e se está acima, abaixo, ou ao lado. O projeto encontra-se ainda em fase de teste e melhorias. Agora o desafio é empregar os melhores esforços para que o colete tenha um preço acessível e para que todos aqueles que precisam possam fazer uso dele.

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Vagas para Bacharelado e Licenciatura na UFBA em EAD

A UFBA – Universidade Federal da Bahia – está abrindo 550 vagas em três curso de Graduação em EAD. São  duzentas (200) vagas para Bacharelado em Biblioteconomia distribuídas por 05 Polos, duzentas (200) vagas para Licenciatura em Matemática, em 05 Polos e cento e cinquenta (150) vagas para Licenciatura em Teatro em 05 Polos. A forma de ingresso é diferenciada e voltada para servidores do campo da Educação, além de professores da Educação. O bacharelado em Biblioteconomia visa o público que tenha obrigatoriamente concluído o Ensino Médio e, preferencialmente atuaram, atuam ou podem vir atuar em ambientes voltados à informação. Polos: Brumado, Ilhéus, Juazeiro, Santo Amaro e Vitória da Conquista. A licenciatura em Matemática tem como público-alvo professores da rede pública e candidatos que tenham concluído o ensino médio e tenham realizado o ENEM em qualquer edição entre 2015 a 2019. Polos: Guanambi, Irecê, Itaberaba, Juazeiro e Santo Amaro Licenciatura em Teatro com Polos em Alagoinhas, Feira de Santana, Irecê, Juazeiro e Vitória da Conquista Os cursos de Graduação a Distância serão oferecidos a partir de outubro de 2020, com a realização de atividades presenciais obrigatórias, desenvolvidas nos Polos de Apoio Presencial ou em espaços específicos no município do polo sede. As atividades presenciais envolvem encontros, atividades complementares, laboratório, oficinas, tutoria, avaliações, dentre outras que podem ser desenvolvidas em qualquer dia da semana, inclusive aos sábados e domingos. Inscrições até dia 31/08 pelo site htpps://ingresso.ufba.br/ead Dúvidas podem ser esclarecidas pelo email [email protected]

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Curso de Inglês Gratuito à Distância

O Grupo Retina São Paulo está com inscrições abertas para o curso de Inglês gratuito à distância para pessoas com deficiência visual, com ênfase na conversação. As aulas serão ministradas virtualmente, com carga horária de 2 horas semanais, totalizando 20 horas ao final do módulo. Não perca a chance de aprimorar seu inglês! Pré-requisitos: Ter conhecimento prévio no nível básico Inscrições até dia 30 de agosto de 2020 Para se inscrever e participar do processo seletivo, envie seu nome completo e telefone para o email [email protected]

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USP oferece curso online e gratuito de Libras

O Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) oferece 10 videoaulas como forma de a população ter contato com a linguagem de sinais. As aulas de libras têm conteúdos relacionados à surdez, à educação dos surdos e cultura surda. O curso totalmente gratuito está disponível na plataforma da universidade, sob a coordenação do professor Felipe Venâncio Barbosa, doutor do Departamento de Linguística da USP. Não é necessário fazer inscrição, basta acessar a plataforma Stoa,  aproveitar o conteúdo disponível e fazer o download dos materiais.

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Descrição da imagem: banner virtual na cor azul com o texto "2º Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva". Nas extremidades há pontos coloridos interligados.
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Ler, incluir e transformar: quando os nós em rede se conectam e promovem a leitura para todos

Há 73 anos atrás, nascia um sonho em páginas brancas cheias de pontinhos. Ele foi crescendo e se transformando em sons e em tecnologias. Em 2019, ele já é uma realidade e congrega muitos outros sonhadores pelo Brasil, conectados pela Rede Nacional de Leitura Inclusiva. Para conhecer mais sobre essa história, a Fundação Dorina Nowill para Cegos realiza o  2º Encontro Nacional de Leitura Inclusiva, reunindo os parceiros promotores da leitura das cinco regiões brasileiras que participam deste projeto iniciado em  2013. O evento é gratuito, acontece entre os dias 7 e 9 de agosto em São Paulo e traz em sua programação o lançamento da pesquisa Cenários sobre a Leitura Acessível no Brasil, desenvolvida junto com o Instituto Data Folha, além de painéis inspiradores sobre leitura inclusiva em diferentes territórios e conversas com escritores convidados. A programação aberta ao público será no dia 9 de agosto e terá a presença do ator e escritor Lázaro Ramos numa manhã de “Conversas sobre os meus livros” com editores, bibliotecários, educadores e leitores. Participe! Contamos com a sua participação neste diálogo! Clique AQUI  para se inscrever. As vagas são limitadas! Programação: – Abertura poética com Kiara Terra Kiara é escritora e contadora de histórias, criou o método de narração chamado A História Aberta, que são narrativas colaborativas que estimulam a participação do público. – Apresentação da Rede Nacional de Leitura Inclusiva Uma sociedade inclusiva em construção, com Angelita Garcia e Perla Assunção, da Fundação Dorina Nowill para Cegos. – Painel 1: Gente que põe a Leitura Inclusiva na Agenda Pública Experiências das Redes de Leitura Inclusiva de Sergipe, com Maria Caitana Lima Mota; e Santa Maria (RS), com Maria Esther Gomes de Souza. – Painel 2: Gente que faz histórias e livros inclusivos “Nega Lilu”, editora goiana que já nasce inclusiva, apresentada pela sua criadora, Larissa Mundim. – Painel 3: Gente que escreve pra gente, que adora ler! Bate-papo com o ator e escritor Lázaro Ramos e parceiros das Redes de Leitura Inclusiva do Acre (Héliton Nascimento) e da Bahia (Ednilson Sacramento) Onde: Hotel Radisson Paulista. Alameda Santos, 85, Paraíso. Quando: 9 de agosto de 2019, sexta-feira, das 8h30 às 12h. Acessibilidade: O evento contará com intérpretes de Libras e audiodescritores.

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imagem para demonstração.
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Leitura para todos: Portal Dorinateca ganha 32 títulos inéditos

Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, White Martins e Fundação Dorina apresentam o projeto Leitura para Todos, que produziu 32 novos títulos destinados ao portal Dorinateca, a biblioteca virtual da Fundação Dorina. A plataforma, que é exclusiva para pessoas com deficiência visual e instituições ligadas a esse público, disponibiliza livros gratuitos em formatos acessíveis. Além de audiolivros, o catálogo inclui obras para impressão em Braille e no formato digital acessível Daisy. Confira a relação dos 32 títulos adicionados ao acervo: Alta Traição: um mistério de Cléo e Levesque, de Norah McClintock Werworld: ninho de serpentes, de Curtis Jobling Mário, Otávio: cartas de Mário de Andrade a Otávio Dias Leite (1936-1944) Minha vida de menina, de Helena Morley Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva Viva como você quer viver, de Eduardo Shinyashiki Xeque-mate, de Fausto de Sanctis Viva e deixe morrer, de Ian Fleming Goldfinger, de Ian Fleming A coroa, de Kiera Cass Eu estive aqui, de Forman Gayle Aquele estranho colega, o meu pai, de Moacyr Scliar Um homem irresistível, de Danielle Steel O Brasil como problema, de Darcy Ribeiro Guerreiros não nascem prontos, de José Luiz Tejon Megido História da educação: de Confúcio a Paulo Freire, de Claudino Piletti e Nelson Piletti Nudez mortal, de Nora Roberts Lua nova, de Stephenie Meyer Urupês, de Monteiro Lobato O rancho, de Danielle Steel O turno da noite, volume 3 – O livro de Jó, de André Vianco De volta ao jogo: Uma aventura não oficial de Minecraft, de RezendeEvil Marca do caos, de Sylvia Day Nó na garganta, de Mirna Pinski Lenora, de Heloisa Prieto O gato preto, de Edgar Allan Poe Histórias dos Maori: um povo da Oceania, de Claire Merleau-Ponty Histórias dos Sugpiaq: um povo do Alasca, de Claire Merleau-Ponty Neste instante: espírito de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier O que é fascismo? E outros ensaios, de George Orwell Sapiens: Uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari Os 7 minutos, de Irving Wallace

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Descrição da imagem: foto de mulher segurando microfone na altura da boca de uma moça que tateia papel em branco. À frente delas há um grupo de pessoas sentadas em cadeiras universitárias.
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A vida imita a leitura: Conheça histórias para todos e sobre todos

Que jeito melhor de falar sobre leitura acessível do que com histórias de inclusão? Foi o que se leu e se ouviu na 3ª edição das Olimpíadas de Leitura Inclusiva, uma iniciativa do Colégio Vicentino Padre Chico, referência em educação inclusiva de pessoas videntes e com deficiência visual na capital paulista. A ideia partiu de Ana Maria Rosalini, coordenadora pedagógica do colégio há quatro anos. “Todos me chamam de Rosalini, porque o nome da diretora também é Ana Maria.”, conta ela, risonha. A competição acontece anualmente desde 2016 e envolve todo o colégio, do infantil ao Ensino Fundamental. “Todos participam como conseguem, lendo em tinta ou em Braille, recitando parlendas ou poesias.”, explica Rosalini. A olimpíada é dividida em três etapas. Primeiro, Rosalini e a professora de português Luciana Ruiz visitam as turmas e pedem que os alunos apresentem algum livro que estejam lendo. As duas desempenham o papel de jures e escolhem três alunos de cada turma para a semifinal, realizada no auditório do colégio, etapa em que os finalistas se apresentam para o resto da escola. O mesmo acontece na grande decisão, na qual os Ensinos Fundamentais I e II recebem cada qual três vencedores: um vidente, um com baixa visão e um cego – não existe 1º, 2º e 3º lugar. Nas duas etapas finais da 3ª edição, ocorridas nos dias 11 e 14 de setembro de 2018, foi proposto que os alunos que já sabiam escrever lessem histórias de sua própria autoria. Na semifinal, o texto devia falar sobre o primeiro dia da criança no colégio, e na última etapa coube a cada aluno apresentar uma breve biografia de si mesmo. Para Luciana, que leciona há 15 anos no colégio mantido pelo Instituto de Cegos Padre Chico (este completou 90 anos de existência em 2018), as Olimpíadas representam não apenas mais um estímulo à leitura (todos os dias, os estudantes leem por 15 minutos um título escolhido por eles na biblioteca), como também um registro da inclusão na prática. “Quando cheguei ao colégio, ainda só tínhamos alunos com deficiência visual. Em 2010 foi que começamos a receber estudantes videntes e, além da alegria de acompanhar essa transição, os relatos lidos por eles são de crianças que realmente gostam da escola na qual estudam.”, diz Luciana. Gotas de alegria As Olimpíadas de Leitura contam com o apoio da Rede Nacional de Leitura Inclusiva da Fundação Dorina. O Grupo divulga a iniciativa entre seus parceiros e realiza a doação de materiais que podem se tornar prêmios para os vencedores – como livros em formato acessível. Além disso, membros da Rede sempre são convidados a assistir à competição ou a atuar junto à comissão julgadora. Foi o caso de Adriana Rafael, bibliotecária e integrante do Comitê de Inclusão do Senac Tiradentes. Ela passou a fazer parte da Rede após uma visita à Fundação Dorina, em 2015. “Queríamos incorporar a

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Descrição da imagem: foto de pessoas sentadas em roda. Duas delas estão de pé.
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Educação e Cultura POP: Como surge o desafio da inclusão na prática

Quando eu, Lucas Borba, fui convidado a participar de uma mesa da 4ª Festa Literária de Cidade Tiradentes (FLICT), na capital paulista, realizada em 28 de outubro, fiquei honrado. Afinal, além do reconhecimento implícito no convite, falar um pouco do meu trabalho como youtuber no canal Câmera Cega, voltado ao cinema e à cultura pop sob a perspectiva de um jornalista com deficiência visual, foi uma grande oportunidade não apenas de acompanhar pessoalmente uma ação articulada em parceria com a Rede de Leitura – tanto como correspondente da Fundação Dorina quanto como produtor independente de conteúdo -, mas também de compartilhar ideias e experiências com o público e com meus colegas de mesa. Mais do que isso, porém, ao final do encontro senti-me desafiado a ir ainda além. Sim, porque é fascinante como as palavras “acessibilidade” e “inclusão” trazem na prática um novo desafio quando menos se espera, inclusive expondo que o sujeito a ser incluído também deve saber incluir – ou, pelo menos, buscar como fazê-lo. Desafio que ressurgiu a mim personificado em uma de minhas colegas de mesa, a quadrinista com deficiência auditiva Juliana Loyola, mais conhecida como Ju Loyola. Ela trabalha com o que chama de “narrativas silenciosas”, já que não possuem uma única palavra. As histórias são contadas única e exclusivamente com o poder das imagens, das expressões faciais e gestos dos personagens. Nem sempre foi assim, no entanto. Juliana nasceu com deficiência auditiva devido à rubéola da mãe na gravidez. A limitação auditiva, entretanto, só foi descoberta quando ela tinha três anos de idade. A paixão por quadrinhos e mangás surgiu ainda na infância, com clássicos que iam de Turma da Mônica a Mandrake e Fantasma. Quando a busca profissional bateu à porta, tentou direcionar seu talento com os traços para o desenho de próteses dentárias, mas ao interagir com alguns quadrinistas teve certeza do que tinha nascido para fazer. Por ser o que se chama de “surda oralizada”, que aprendeu a se comunicar por leitura labial – embora também o faça na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) -, Juliana começou esboçando quadrinhos com balões de diálogo, mas se deparou com o complexo universo de conjugações verbais da língua portuguesa, bem diferente da estrutura mais simples de frases em LIBRAS. Foi então que ocorreu à autora não apenas trabalhar com seu mundo silencioso, mas ampliar ainda mais o público que poderia ler suas obras, com uma forma de expressão que perpassa idiomas e culturas. O trabalho de Juliana já acumula prêmios importantes a nível internacional e sua meta é ser publicada em uma editora japonesa. O desafio ao qual me referi no começo deste artigo surgiu de repente, enquanto minha colega e eu falávamos de nossos trabalhos e respondíamos às eventuais perguntas do público – ela apoiada por Nathali, sua irmã e intérprete. Ocorreu-me que, embora nós dois presidíssemos a uma mesa acerca da produção

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Descrição da imagem: foto de 11 pessoas perfiladas, de mãos dadas e braços pra cima. Elas estão num palco.
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Cultura Acessível: Descubra o papel da arte na luta pela inclusão

“Acredito que a verdadeira inclusão só acontece quando os dois lados da moeda trabalham para isso, quem deve incluir e quem deseja ser incluído.”   As palavras são da goianiense Fátima Eugênio, uma pessoa com deficiência visual que desde a infância foi apaixonada pelo teatro e, por meio dessa arte, inclui os outros e a si própria. Ela iniciou os estudos no já extinto Instituto Artesanal dos Cegos, um colégio interno como aquele no qual concluiu o Ensino Fundamental após viajar para a capital gaúcha, o Instituto Santa Luzia Fátima só retornaria à Goiânia para iniciar o Ensino Médio, ingressando em uma escola regular, com alunos videntes. Após graduar-se em Rádio e TV, prestou concurso público e, atualmente, divide seu tempo entre o trabalho na Secretaria Estadual de Saúde e as aulas de teatro, canto e violão pela Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás (ADVEG). No que diz respeito ao teatro, Fátima frequenta dois grupos. Um possui apenas integrantes com deficiência visual e, no outro, chamado Vai Idade – não por acaso, já que é exclusivo para pessoas a partir dos quarenta anos -, ela é a única nessa condição. “Interpreto, inclusive, personagens sem deficiência visual, o que rompe barreiras e torna tudo mais natural quando se fala em teatro.”, explica. A atriz esteve presente ao encontro da Rede de Leitura dedicado ao tema Acessibilidade Cultural, no Teatro Basileu França do Instituto Tecnológico de Goiás (ITEGO), em 23 de outubro. “Conheci a Rede durante um evento em São Paulo e foi um grande prazer intermediar o contato entre a representante da Fundação Dorina e a coordenadora do meu grupo de teatro, a Joana d’Arc, para um encontro tãoproveitoso em discussões sobre o acesso do público com deficiência às programações culturais.”, declara Fátima. Isso mesmo, Joana d’Arc, igual a heroína francesa que foi queimada na fogueira. “Minha mãe não conseguia engravidar e, por influência da minha avó, que era devota de Joana d’Arc, ela prometeu que se tivesse uma menina daria esse nome à criança. Nem preciso de um nome artístico.”, brinca Joana, que cresceu no interior de Goiás e tem a avó como principal referência na arte de contar histórias. A paixão por boas narrativas e, mais do que isso, pelo conto oralizado, a levou ao curso de letras, à contação de histórias e ao teatro. A coordenadora lembra como encarou a chegada de Fátima ao Vai Idade. “Queria que ela se sentisse integrada ao grupo e ele a ela. Hoje, as pessoas nem percebem que ela é cega nas apresentações.”, afirma. Do livro ao leitor Quem também esteve presente ao encontro, que incluiu um bate-papo sobre audiodescrição e leitura acessível, foi a jornalista e escritora Larissa Mundin, criadora da editora independente Nega Lilu. Durante a tarde, a autora contribuiu com a segunda parte do evento na Biblioteca Braille José Álvares de Azevedo. Larissa relata que a editora

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